Trabalhar com Regina e lançar uma nova edição de Furacão Elis 25 anos depois da morte do personagem foi um presente. Regina está no primeiro time de biógrafos do país e é de um profissionalismo fantástico. O desafio era criar um novo projeto. Uma tarefa que já coube a grandes designers da época. O resultado foi um livro em novo formato, que figurou nas listas de mais vendidos e que me permitiu inaugurar uma linha de biografias no grupo Ediouro.
Lancei mais duas Biografias de autoria da Regina e temos uma parceria para os próximos projetos.

A volta turbinada do clássico Furacão Elis
Nova edição vem acrescida com mais depoimentos, fotos e discografia atualizada
Ubiratan Brasil
Desde a primeira edição, lançada em 1985, o livro Furacão Elis ganha mais acabamento. “Nestes 22 anos, algumas personalidades que me contaram histórias resolveram publicar seus livros com mais detalhes; além disso, aproveitei para acrescentar depoimentos que faltaram nas primeiras versões”, conta a jornalista Regina Echeverria , autora da mais completa e tocante biografia de Elis Regina. Agora com o selo da Ediouro e recheado com mais fotos, o livro será lançado hoje à noite, na Casa das Rosas.
Regina acompanhou intimamente os últimos anos de Elis, até sua morte, em 1982. Tamanha proximidade a autorizou a escrever com um carinho insuspeito, que em nada ofuscou o rigor de sua escrita – alguns entrevistados não gostaram de ver suas confissões reveladas, mas ninguém contestou a versão divulgada. “Regina e Elis se conheciam e se gostavam. Ninguém sairá deste livro ileso ao sentimento de paixão”, reconhece acertadamente Nirlando Beirão, no texto de introdução.
“Nesta edição, aproveitei para corrigir duas falhas”, conta Regina. A primeira foi acrescentar boas histórias contadas por Jair Rodrigues – a urgência da primeira edição impediu incluir tal depoimento. E a outra foi rechear a narrativa com histórias do produtor Fernando Faro, que esteve com a cantora em seu último show.
Regina aproveitou ainda para detalhar momentos delicados, como o encontro entre Elis e Gal Costa, em um especial de TV. Gal estranhava que Elis não a olhava nos olhos, mesmo cantando juntas. “Elis contou depois que estava tímida diante da Gal e, se a mirasse diretamente, não conseguiria cantar”, conta a escritora que organizou, ainda, no fim do volume, toda a discografia e os recentes DVDs sobre Elis Regina. Um delicado tributo à mulher que ainda emociona gerações.
Fonte: O Estado de S. Paulo / Data: 27/3/2007