
Como começar um livro cujo tema não se conhece nada e terminar o trabalho apaixonado e como um especialista?
Isso é o dia-a-dia de um editor de livros. Por sorte costumo me apaixonar por grande parte dos temas a que me confiaram. E o Fusca é um carro que sempre provocou paixão nas pessoas.
Tive a sorte de trabalhar com Osmane Garcia Filho que não se limitou a criar o projeto, mas, insatisfeito com algumas fotos, ele mesmo escreveu para colecionadores de outras partes do mundo e conseguiu belíssimas imagens.
Fábio e Portuga são pés de boi, pois tudo o que foi preciso acrescentar eles correram atrás para atender a um editor que tinha uma nova idéia de inclusão de tema a cada momento. E isto foi fundamental para transformar o livro numa obra completa. Não foi a toa que ficamos várias semanas nas listas de mais vendidos.
“Almanaque do Fusca” estréia em 3º no ranking dos livros mais vendidos
JOSÉ AUGUSTO AMORIM
da Folha de S.Paulo
É inegável a importância do Volkswagen Fusca na história. Desenvolvido por Ferdinand Porsche com as características técnicas ditadas por Adolf Hitler, o carro teve cerca de 22 milhões de unidades produzidas e 90 mil alterações, ainda que o desenho tenha sido o mesmo. Estrela de cinema e capa de disco, o Fusca celebra seu dia mundial em 22 de junho.
Essas e outras curiosidades compõem o “Almanaque do Fusca”, de Fábio Kataoka e Portuga Tavares, que contam não só a trajetória do Fusca mas também as “histórias paralelas”, como a rejeição da Rússia pelo modelo cuja produção ainda sustenta o título de a mais longa do mundo –o utilitário Kombi irá conquistá-lo.
Montado no Brasil desde 1953 –a produção com peças alemãs começou num galpão no Ipiranga (zona sul de São Paulo)–, o Fusca chegou ao país três anos antes. Eram 30 unidades, e a primeira foi comprada por Eduardo Andrea Matarazzo. E o nome só foi registrado pela VW no fim da década de 60, já que o oficial era Sedan.
O “Almanaque do Fusca” conta que as exportações do carro deram tão certo (a receita superou US$ 1 bilhão) que a VW criou um departamento só para elas. Os funcionários falavam ou escreviam 20 línguas.
Para mostrar a “evolução” do Fusca, o livro apresenta, com fotos, o
Karmann-Guia, o “Zé do Caixão” (Fusca com quatro portas), a Variant, a Brasília, o SP2, além de Gurgel e Puma, que usavam partes do Besouro.
As propagandas também estão lá, mas legendas ajudariam o leitor a se situar no tempo. De qualquer forma, consultar o “Almanaque” é um bom passatempo. Afinal, nada mais atual que o Fusca: como diz o apresentador Cazé em depoimento à publicação, “o Fusca é um carro do povo, ao mesmo tempo em que se tornou moderno”.
E do link da revista Quem
Ele ainda é pop
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Em outubro, o Fusca completa 70 anos – 53 só no Brasil – e ainda é o queridinho de muita gente. O sucesso é tanto que a história e as curiosidades do carro mais popular do século 20 foram reunidas no livro Almanaque do Fusca
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POR MARCIO ORSOLINI
COLABOROU LUCIANA BORGES
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» Exlcusivo Online: Imagens de Fuscas modificados e originais de fábrica
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O sonho de muitos jovens, quando completam 18 anos, é comprar um carro. Mas nem sempre o dinheiro é suficiente para pagar por um modelo de última geração. A saída, muitas vezes, é um carro barato para não ficar meses preso a prestações. É aí que entra um velho conhecido: o Fusca. Ele se tornou uma opção viável para muita gente e desperta, até hoje, paixão nos viciados em carros. “A flexibilidade dele é grande. Você pode mudar o motor, levantar a suspensão, até que ele fique do jeito que você queira. A maioria dos carros não permite tantas alterações”, diz Andreas Wolfsohn, presidente do Fusca Clube Brasil, organização criada há 21 anos e dedicada exclusivamente ao veículo. UM ALMANAQUE PARA O FUSCA A idéia do livro surgiu depois que uma publicação especializada em automóveis, editada por Fábio, foi lançada há três anos. Um número apenas sobre Fuscas foi feito na época. “Percebi, então, que tinha um mercado muito bom. Muitas pessoas são fanáticas”, diz Fábio. Portuga Tavares e ele trabalham juntos há 5 anos e, além da sintonia no trabalho, a paixão de ambos por Fuscas facilitou a parceria. O mercado a que Fábio se refere é realmente grande. Segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores, o Fusca é o 5º carro usado mais vendido no Brasil. O sucesso pode ser explicado por três motivos principais: saudosismo, resistência e praticidade. Antigamente, quando a maioria das ruas era de terra, o Fusca era o modelo mais adequado. A suspensão do carro agüentava bem as irregularidades das estradas.
“Ele fez parte da vida de muitas pessoas. Às vezes se tornava um membro da família”, diz Portuga Tavares. Para Andreas Wolfshon, presidente do Fusca Clube Brasil, o sucesso também se deve à facilidade para encontrar peças para manutenção a preço baixo. Antes de se tornar uma febre pelo mundo, o Fusca começou a ser produzido logo depois da Primeira Guerra Mundial, na Alemanha. O responsável pelo projeto foi o mecânico alemão Ferdinand Porsche. Na época, Adolph Hitler tentava reerguer a Alemanha dos estragos causados pela guerra em praticamente todas as esferas da sociedade. E um de seus projetos para agradar ao povo alemão foi, justamente, desenvolver um modelo popular de carro. Os primeiros protótipos do veículo ficaram prontos no dia 10 de outubro de 1936. No Brasil, porém, o modelo chegou apenas em 1953, depois da abertura de uma filial da Volkswagen no país. Em julho de 1967, a empresa atingiu a meta de 500 mil Fuscas vendidos no Brasil.
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